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Paraenses participam de rodada de negócios em Shaoxing
Terça, 11 de Novembro de 2008
Fonte: Agência Pará |
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Shaoxing (China) - A missão técnica que viajou à China para estreitar laços comerciais e buscar parcerias com o Estado do Pará chegou nesta terça-feira (11) à cidade de Shaoxing. Além de reuniões com empresários locais e rodadas de negócios, a delegação foi recebida pelo prefeito da cidade, Zhang Jinru, que homenageou os visitantes com um jantar.
Shaoxing foi fundada há 2.500 anos. Recebe anualmente 22 milhões de turistas interessados em seus templos, pontes e construções antigas. Cidade-irmã de Belém, tem 4,3 milhões habitantes. A economia local, baseada principalmente na indústria têxtil e na agricultura, gera um PIB de 197 bilhões de yuans.
Na cidade ocorreu, durante a tarde, um seminário de apresentação do Estado do Pará e foram realizadas visitas ao governo de Shaoxing e à Zona de Desenvolvimento Industrial. Nesta, há quatro principais linhas de produção: têxteis, bebida (vinho de arroz), maquinaria e aparelhos eletrônicos.
Às rodadas de negócios marcadas compareceram 120 empresários chineses, que desejam fazer contatos comerciais com os paraenses. Eles conversaram com os empresários do Pará que participam da missão à China.
Têxteis e móveis - A programação do dia havia iniciado às 8h30 da manhã, com visitas e reuniões com duas empresas selecionadas como possíveis parceiras em joint-ventures: a Bole Group e a Le Suer Vidie Company.
Na Bole Group - que atua no ramo da construção civil e de fabricação de móveis de luxo - a governadora foi informada que a empresa está restaurando inteiramente uma cidade chinesa e agora deverá comercializar suas ações na Bolsa de Valores. Fundada em 1996, em apenas 12 anos a empresa conseguiu se tornar uma das maiores do setor, com exportações para os Estados Unidos, Coréia e países do Oriente Médio.
Instalada em uma área de 600 mil metros quadrados, a empresa busca parceiros no Pará para fabricar móveis de alta qualidade. “O Brasil nos dá boa impressão e gostaríamos de fazer negócios com os brasileiros, especialmente com os paraenses”, disse o diretor Zhang Limin.
Na fábrica de têxteis La Suer, que exporta 95% de seus produtos e tem faturamento anual de 100 milhões de dólares, a delegação pode acompanhar como uma pequena fábrica familiar, iniciada em 1965, se tornou lucrativa, gerando empregos e desenvolvimento na região em que atua.
Comitiva - Da delegação que participa das reuniões na China fazem parte a governadora Ana Júlia Carepa, os secretários Maurílio Monteiro (de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia), Socorro Pena (de Pesca e Aqüicultura), Cássio Pereira (de Agricultura) e Alberto Leão (de Esporte e Lazer).
Também pelo governo do Estado participam das negociações Fátima Gonçalves (Sedect), Maria de Belém (Paratur), Carlos Henrique (Secult), Antonio Fattore (CIDs), Henrique Sawaki (Pesca) e o presidente do Banpará, Edilson Rodrigues.
Do governo federal participam Clythio van Buggenhout (presidente da Companhia Docas do Pará) e Jorge Palmeira (da Eletronorte). A delegação conta ainda com a participação do prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho, e dos deputados estaduais Martinho Carmona (presidente da Câmara Brasil-China) e Eduardo Costa, além do vereador Everaldo Moreira, da Câmara Municipal de Belém.
Entre os empresários - que viajaram custeando suas despesas – participam da comitiva Francisco Victer (Uniec), Antonio Carlos Fonseca (Villa Del Rey), Luiz Cláudio Monteiro (Cosipar), Pelagio Carvalho (Amazon Log), Marcelo Amaral e Antonio Pereira da Silva (Agropalma) e Jonas Martins (Imagem Comunicação Visual).
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Paraenses e chineses estudam formação de joint-ventures

Sábado, 10 de Novembro de 2008
Fonte: Agência Pará |
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Chengdu (China) - A possibilidade de formação de joint-ventures entre empresas do Pará e chinesas foi discutida pela missão paraense durante visita a indústrias em Chengdu, na China. Nesta segunda-feira (10), a governadora Ana Júlia Carepa e integrantes da iniciativa privada e políticos paraenses participaram da assinatura de um Acordo de Cooperação entre a Universidade de Chengdu e o governo do Pará. Ainda em Chengdu, província de Sichuan, durante todo o dia, representantes do governo do Estado e diversos empresários cumpriram uma agenda de negociações com grupos chineses que gerenciam indústrias de equipamentos pesados, de turbinas para hidrelétricas e de produtos farmacêuticos.
A agenda iniciou às 9h, com a visita à China Erzhong, empresa estatal fundada há 50 anos e que fabrica equipamentos pesados para utilização nas indústrias aeronáutica, petroquímica, naval, siderúrgica e de geração de energia, entre outros.
Recebida pelos representantes do governo provincial, a comitiva liderada pela governadora Ana Julia Carepa foi informada que a empresa estatal - que exporta seus produtos para diversos países da Europa e da Ásia - é a maior fornecedora de máquinas para as obras da China. Na siderurgia, é a empresa que alcançou os mais destacados resultados na produção de chapas de aço maiores e em tempo mais reduzido.
"Sua visita à empresa vai facilitar a cooperação no futuro", afirmou o presidente da Comissão de Promoção de Comércio da China (CCPIT) de Sichuan, Li Gang, dirigindo-se à governadora Ana Júlia.
A China Erzhong emprega 6.800 funcionários, entre engenheiros, técnicos e especialistas. Instalada em uma área de 740 mil metros quadrados, possui instalações para pesquisa científica, testes de campo e produção. A área da fábrica - uma das mais imponentes do complexo - tem 400 metros quadrados, com um pé direito de 33 metros.
De acordo com a governadora Ana Julia, a visita foi inspiradora: "Vir à China e ver tantas empresas jovens com tão bons resultados reforçou a nossa convicção de que o governo do Pará está no caminho certo ao incentivar a implantação de siderúrgicas em nosso Estado", afirma.
A governadora lembrou que a siderurgia abre caminho para agregar valor aos produtos que são extraídos do Pará. "A siderúrgica é um primeiro passo que abre caminho para a diversificação da produção, para atrair novas empresas para o estado e para inovação tecnológica", observou.
Energia - No fim da manhã o compromisso era de visita e reunião com a Dongfang Eletric, uma das maiores fabricantes mundiais de turbinas para usinas hidrelétricas, térmicas e a vapor. A empresa, que exporta para países como Estados Unidos e Canadá, e é responsável pelas máquinas da hidrelétrica de Três Gargantas, a maior do mundo.
Diversas informações foram repassadas à comitiva sobre as mais recentes formas de fabricar essas máquinas e de gerar energia, utilizando alta tecnologia e reduzindo ao mínimo os danos ambientais.
Segundo Ana Julia, a visita gerou aprendizados importantes, principalmente levando em consideração que o Brasil não fabrica turbinas para usinas a vapor e o Pará deverá receber vários projetos de geração de energia. "Gerar uma energia limpa, mitigando impactos sociais e ambientais é uma questão fundamental em nosso governo. Aprendemos muito sobre algumas tecnologias que ainda não são utilizadas no Brasil e em que a China está na vanguarda", afirmou a governadora.
A convite do diretor Yang Jian Hui, a governadora deixou uma mensagem para figurar entre as das pessoas ilustres que visitaram a empresa. "Torço para que, juntos, China e Pará, possam levar energia e desenvolvimento para o nosso povo", escreveu Ana Julia.
Fitoterápicos - A missão formada por membros do governo, parlamentares e empresários paraenses também visitou a indústria de medicamentos Chengdu ZhongHui. Uma das empresas do setor farmacêutico que mais crescem na China, a Chengdu ZhongHui Pharmaceutical Factory tem o diferencial de não se limitar somente a sintetizar medicamentos: é um dos expoentes na produção de fitoterápicos consagrados pela Medicina Tradicional Chinesa.
A missão paraense conheceu as instalações e reuniu-se durante a tarde com os empresários. O governo do Estado manifestou interesse em joint-ventures: "Dada a expertise conquistada pelos chineses nessa área e a ampla biodiversidade da floresta amazônica, temos dois elementos muito significativos que nos apontam para a possibilidade de uma parceria de ótimos resultados", afirmou o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará, Maurílio Monteiro.
O interesse maior do governo é em um modelo que reúna pesquisas sobre a flora da região, produção industrial de medicamentos advindos do conhecimento tradicional das comunidades amazônicas e desenvolvimento social. Tanto a governadora Ana Julia como os secretários Maurílio Monteiro e Cassio Pereira (Agricultura) indagaram detalhes sobre controle de qualidade, pesquisas que ratificam o conhecimento tradicional, patentes e legislação internacional para regulamentação de produtos desse tipo.
"Queremos para o nosso Estado um modelo que reúna, simultaneamente, atividades de distrito industrial, laboratório de pesquisa, inovação tecnológica e incubadora de empresas", explicou Ana Julia.
Portas - Em todas as visitas, reuniões e rodadas de negócios de que tem participado, o governo do Pará ofereceu aos anfitriões chineses pastas com folhetos escritos em mandarim. O material que explica as possibilidades de negócios que interessam ao Estado e as potencialidades do Pará em recursos naturais faz parte de uma estratégia de aproximação com possíveis parceiros internacionais.
A governadora Ana Julia Carepa avalia que, apesar do pouco tempo, a Missão à China já trouxe resultados positivos: "Sabemos que missões desse tipo têm caráter exploratório e só começam a produzir resultados depois de algum tempo, em geral a médio ou longo prazo. Mesmo assim, essa viagem tem nos surpreendido positivamente por trazer, de imediato, os primeiros resultados. Tem aberto portas importantes e isso é muito encorajador", explicou.
Para a governadora, é precipitado e imaturo exigir dos interlocutores internacionais respostas imediatas. "Nosso planejamento inclui o necessário tempo de maturação. É necessário conhecer os chineses, seu modo de pensar e agir, a fim de iniciar processos sólidos que resultem em benefícios para o nosso Estado", assinalou a chefe do Executivo paraense. Para isso, o governo do Estado contratou uma consultoria que assessora as rodadas de negociações e conversas com os grupos políticos e empresariais chineses. Juntaram-se ao grupo tradutores mandarim-português experientes em assessorar grupos estrangeiros em negociações com a China.
Ana Julia assinala que o governo vai cumprir todos os passos do planejamento para ampliar as parcerias internacionais, mas deve ter cautela e sabedoria para lidar com as diferenças culturais e extrair o melhor resultado possível. "Estamos aprendendo muito nessa missão a um país tão diverso do nosso. Não só em termos de negociação, mas também em gestão otimizada. Os avanços que conquistamos nos permitem dizer, com segurança, que o Pará vai ganhar como parceira uma das mais promissoras economias do planeta", observa.
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Pará assina acordo comercial com província de Sichuan

Sábado, 08 de Novembro de 2008
Fonte: Agência Pará |
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Toda a comitiva paraense participou da reunião de trabalho na cidade de Chengdu, capital da província de Sichuan
Chengdu (China) - A governadora Ana Júlia Carepa e o governo da Província chinesa de Sichuan assinaram neste sábado (8) um acordo para o estabelecimento de parceria na área de comércio exterior. O documento é a primeira conquista da missão paraense à China e possibilitará um trabalho conjunto entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect) e a Comissão de Sichuan do China Council for the Promotion of International Trade (CCPIT), do governo chinês.
A governadora e comitiva foram recepcionados pelo governador em exercício da província de Sichuan, Xiao Huang, em uma audiência na capital, Chengdu. Na reunião de trabalho e na recepção oferecida à governadora, Xiao Huang observou que os povos brasileiro e chinês mantêm uma sólida relação de amizade, o que possibilitou o avanço da cooperação entre os dois países. O governador em exercício agradeceu ao Brasil o apoio recebido por Sichuan após o terremoto, que destruiu parte da província no dia 12 de junho deste ano.
Com uma população de 88 milhões de habitantes, Sichuan tem conquistado espaço como uma das regiões de maior desenvolvimento da China nos últimos anos, com a instalação de indústrias que vão desde manufaturados até informática, geração de energia e siderurgia.
Os sinais de que a economia avança em ritmo forte - afirmou Xiao Huang - está nos números: nos primeiros nove meses do ano o PIB (Produto Interno Bruto) da província se tornou o oitavo do País. "Sichuan e o Para têm muitas semelhanças: potencial para gerar energia, reservas minerais expressivas, grande produtividade agrícola e uma cultura muito rica", ressaltou ele.
Interesse - De acordo com o governador em exercício, há um grande interesse por parte de Sichuan em incrementar as relações comerciais com o Brasil e, particularmente, com o Pará. Ele lembrou que, no ano passado, as exportações chinesas para o Brasil cresceram 70%, registrando este ano um incremento de 130%, e ainda há espaço para aumentar esses resultados.
"Sabemos que o Brasil é um grande País e tem uma cultura maravilhosa. Acredito que teremos um grande futuro de cooperação mútua, no qual o Pará terá papel de destaque. Os empresários brasileiros encontrarão aqui as parcerias ideais", disse ele.
Depois de afirmar que ficou bastante impressionado ao visitar o Brasil, em 2003, Xiao Huang - demonstrando ter amplo conhecimento sobre o Estado do Pará - destacou a importância de o Pará ser o segundo Estado brasileiro em extensão territorial, com um amplo leque de possibilidades de investimentos e parcerias. "O governo de Sichuan demonstra o apreço que tem pelo Pará ao trazer a esta reunião membros importantes do governo central, do Partido Comunista chinês, do governo da província e diversos líderes locais", informou.
Potencial - Em seu pronunciamento, a governadora Ana Júlia Carepa falou sobre a importância da missão à China e, particularmente, a Sichuan: “É uma honra estarmos aqui na Província. Essa missão é de extrema importância para o governo do Pará”. Após fazer uma breve retrospectiva dos principais resultados obtidos pela economia paraense, a governadora frisou que o Pará é o Estado brasileiro que mais possui áreas de floresta amazônica protegidas e tem o maior potencial hidrelétrico do Brasil.
Ana Júlia Carepa observou que o incremento das relações comerciais e culturais com a China é um projeto prioritário para o governo do Pará, e por isso a missão ao País foi preparada com esmero e reuniu múltiplos representantes, públicos e privados.
Ao apresentar a comitiva, ela informou sobre as diversas áreas de interesse do Pará e destacou a presença no local dos presidentes das estatais (Eletronorte e Companhia Docas do Pará); dos secretários de Estado Maurílio Monteiro (de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia), Socorro Pena (de Pesca e Aqüicultura), Alberto Leão (de Esportes) e Cássio Pereira (de Agricultura); dos deputados Eduardo Costa e Martinho Carmona, que coordena a Câmara do Comércio Brasil-China no Pará; do prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho (PMDB), além dos interesses de todos os empresários paraenses que integram a visita oficial à China.
“O Pará é o maior produtor de pescado do Brasil e o que mais incentiva a aqüicultura. Também tem o quinto rebanho do planeta e a possibilidade de exportar pelo menos 70% do total de sua produção", explicou a governadora. Ela entregou ao governador de Sichuan material impresso em mandarim (idioma chinês), contendo dados sobre o Estado e detalhando as possibilidades de negócios e ampliação das relações bilaterais em áreas como cultura, lazer, esporte, turismo, indústria, comércio, agropecuária, construção civil, biodiesel e tecnologia da informação.
A governadora presenteou Xiao Huang com um conjunto de artesanato paraense. O governador em exercício retribuiu o gesto com um quadro que retrata o trabalho ambiental desenvolvido em Sichuan, e que permitiu a preservação de uma das espécies animais mais ameaçadas do mundo: o panda gigante. “Dos 1.300 pandas que se estima existirem no planeta, mil estão em Sichuan”, informou ele.
Acordo - Ana Júlia Carepa convidou o governador a assinar em Belém, no próximo ano, o acordo de irmandade entre o Estado do Pará e a província de Sichuan. Xiao Huang assegurou que seu governo vai estimular fortemente o aumento das relações comerciais com o Pará e os investimentos de empresários chineses em território paraense: “Vamos sugerir que o Pará seja privilegiado”, afirmou.
Ao presidente das Indústrias Exportadoras de Carne do Estado (Uniec), Francisco Victer, ao presidente da Eletronorte, Jorge Palmeira, e à secretária da Pesca e Aqüicultura, Socorro Pena, o governador disse que vai incentivar as importações de carne e peixe, e a parceria em projetos ligados à energia elétrica.
Ao secretário Maurílio Monteiro, Xiao Huang manifestou interesse em trocar experiência para a implantação dos projetos de parques tecnológicos - Sichuan vem se consolidando como um dos pólos chineses em ciência e tecnologia, inclusive de fabricação de satélites.
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TRANSPORTES: China deve investir US$ 730 bi

Quarta, 06 de Novembro de 2008
Fonte: Gazeta Mercantil |
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SÃO PAULO, 6 de novembro de 2008 - O governo chinês estuda lançar um pacote de investimentos de US$ 730 bilhões para o setor de transportes nos próximos 3 a 5 anos, com o objetivo de estimular o crescimento em meio à crise econômica mundial, de acordo com o jornal oficial China Business News.
O valor inclui os US$ 292 bilhões para a construção de ferrovias aprovados pelo Conselho de Estado no mês passado e supera os US$ 700 bilhões destinados pelo Congresso dos EUA para salvar o sistema financeiro norte-americano. De acordo com o jornal, os investimentos incluiriam ferrovias, estradas, hidrovias e portos.
O impacto da crise mundial sobre a China tem se agravado a cada semana. O crescimento do país deverá desacelerar nos próximos meses, depois de o terceiro trimestre de 2008 ter registrado o menor índice de expansão em cinco anos.
Com estoques crescentes, as empresas vêem seus lucros encolher, o que deverá afetar investimentos e aumentar o pessimismo em relação à capacidade do país de manter um forte ritmo de atividade a despeito da turbulência global.
Empresas exportadoras dos setores de brinquedos, têxteis e calçados faliram e deixaram milhares de operários desempregados no sul do país.
A última leva de relatórios de economistas aponta para um ambiente hostil nos próximos dois trimestres, com retração de investimentos.
O setor de aço está entre os mais afetados pela contração econômica dos últimos meses, o que terá impacto direto sobre as exportações da Vale. A maioria dos analistas espera que o preço do minério de ferra tenha queda nos contratos de longo prazo que serão fechados para 2009, que seria a primeira desde 2002.
Segundo Stephen Green, economista-chefe do Standard Chartered na China, as siderúrgicas chinesas têm estoques de 150 milhões de toneladas de aço, o equivalente a 30% da produção de 2008. .
Em artigo publicado sábado no jornal Qiushi, editado pelo Partido Comunista, o primeiro-ministro Wen Jiabao afirmou que a eventual retração acentuada do crescimento econômico poderá ameaçar a estabilidade social do país.
"Nós temos que ter bastante claro que sem um determinado ritmo de crescimento econômico haverá dificuldades com o emprego, a arrecadação de impostos, o desenvolvimento social e o padrão de vida das pessoas", escreveu.
DESACELERAÇÃO
Segundo o premiê, este ano será o pior de "tempos recentes" para a China em termos de crescimento econômico. "Em meio ao atual distúrbio econômico e financeiro internacional, nós temos que dar prioridade ainda maior para a manutenção do crescimento estável e relativamente rápido da nossa economia", ressaltou.
O primeiro-ministro não disse no artigo qual seria o índice de expansão abaixo do qual a estabilidade social estaria ameaçada, mas os economistas dizem que 8% é o mínimo necessário para gerar os milhões de novos empregos que a China necessita a cada ano.
O banco UBS acredita que a China vai crescer 7,5% em 2009, enquanto o Standard Chartered prevê 7,6%. A última vez em que o país cresceu em patamar semelhante a esses foi há dez anos, sob o impacto da crise asiática. A expansão do PIB foi de 7,8% em 1998 e de 7,6% no ano seguinte. Para 2008, as previsões variam de 9,4% a 9,8%.
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China celebra raça e juventude de Obama

Quarta, 05 de Novembro de 2008
Fonte: Reuters |
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PEQUIM (Reuters) - A China celebrou Barack Obama como um jovem presidente eleito com energia para lidar com a crise financeira que agora começa a afetar sua economia e como uma herança étnica que pode ajudar os Estados Unidos a atingir o resto do mundo.
O frisson em torno da corrida eleitoral norte-americana chegou às ruas de Pequim na quarta-feira, onde cidadãos chineses comuns que nunca votaram e alguns dos quais não sabiam nem sequer o nome dos candidatos comemoraram a mensagem de mudança de Obama.
"O cara negro é uma boa escolha, ele tem muito mais energia do que o outro, que é velho demais", disse Han Xue, pai de família que possui uma pequena loja de cigarros e bebida e que seguiu os resultados da eleição pela TV atrás do balcão.
A dramática vitória, em que Obama levou os votos de Estados que não optavam pelos democratas há décadas, foi um grande impulso para a reputação dos EUA.
"Eu estou muito feliz que a história dos EUA tenha sido feita. Eu acho que aos olhos de muitas pessoas chinesas a América era um país racista, mesmo hoje a TV dizia que muitas pessoas brancas não votariam em Obama", disse Li Nan, estudante na Academia Chinesa de Ciências Sociais. "Eu acho que muitos chineses vão mudar de idéia agora."
Mas o acúmulo de nuvens negras na economia, que ameaçam minar décadas de crescimento acelerado, significa que as políticas econômicas do líder dos Estados Unidos são uma preocupação quase tão grande em Pequim quanto entre os eleitores norte-americanos.
"Obama pode ser mais ideológico e isso pode não ser tão bom para a China em termos comerciais", disse Wang Hongtao, um estudante de doutorado e simpatizante de Obama. |
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Franquias brasileiras fecham negócios em Macau

Quarta, 05 de Novembro de 2008
Fonte: Apex-Brasil |
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A Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) estreou na feira Macau International Fair (MIF), em Macau (China), com excelentes resultados. As duas empresas de franquia que participaram do evento a convite da Agência voltaram do país com negócios encaminhados. A brasileira Global Franchise esteve na feira representando 10 franquias diversas (alimentação, moda, escolas de inglês) e assinou um protocolo de venda de uma Master Franquia do restaurante Habib´s para a China, incluindo Macau e Hong Kong.
O diretor do O Boticário, Roberto Neves, teve reuniões de negócios com executivos do hotel The Venetian, em que recebeu proposta de instalação de franquias do O Boticário no shopping do Hotel. A proposta ainda está sendo avaliada pela empresa. Ele foi um dos oradores do Fórum de Franquias, que ocorreu paralelamente à Feira, como representante da Associação Brasileira de Franchising (ABF).
Paulo César Mauro, da Global Franchising, aprovou a participação no evento. “O mercado nos pareceu bastante propício, pois tem características muito similares ao Brasil e uma grande classe média. E os chineses estão ansiosos por marcas e negócios de qualidade. O potencial para as franquias brasileiras aparece em muitas frentes, com destaque para as áreas de alimentação, educação e treinamento, joalheria, cosméticos, moda feminina e calçados de alto valor agregado e serviços”, avaliou.
Esta foi a primeira participação brasileira na feira – que é multisetorial - e o objetivo da Agência foi conhecer melhor o evento e verificar oportunidades de negócios. A Apex-Brasil ocupou um stand de 18m2 no pavilhão de países de Língua Portuguesa. Nesse espaço foram apresentados vídeos sobre o Brasil, além de folhetos e catálogos de promoção comercial de diversas entidades apoiadas pela Agência. Para o próximo ano, o Brasil deve possuir uma presença mais forte na MIF, com uma área que permita reunir um maior número de empresas.
Macau
Localizada no sul da China, próximo a Foz do Rio das Pérolas, a RAEM - Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China é uma das regiões mais economicamente dinâmicas da República Popular da China. A RAEM é formada por três ilhas unidas por pontes: Macau, Taipa e Coloane. É na ilha de Macau que se localiza a parte mais antiga da cidade, com forte influência de colonização portuguesa. Já Taipa é um verdadeiro canteiro de obras, uma paisagem repleta de guindastes que erguem os grandes hotéis/cassinos que estão sendo instalados.
O governo da RAEM é semi-independente do governo de Pequim. Macau possui economia de mercado e está aberta a entrada de capitais e ao comércio, um resultado de anos de história como porto franco de Portugal. O principal setor econômico de Macau é o terciário, especialmente o turismo e hotelaria, cujo desenvolvimento se deu com a liberalização do jogo.
Oportunidades
Macau é uma economia de mercado totalmente aberta a investimentos estrangeiros e ao comércio. A RAEM possui condições tributárias interessantes para empresas que pretendem se instalar no território e para importações de semimanufaturados que sejam beneficiados em Macau para serem re-exportados. O valor máximo dos impostos é de 12%. Já os cassinos são tributados em 40% do valor apostado.
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China e Taiwan estreitam laços econômicos, sem falar em soberania

Terça, 04 de Novembro de 2008
Fonte: AFP |
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TAIPÉ (AFP) — Taiwan e China assinaram nesta terça-feira uma série de acordos para estreitar seus laços econômicos após 60 anos de inimizade que quase terminaram em guerra, mas evitaram falar no delicado tema da soberania.
Estes acordos, assinados ao término de uma série de encontros entre as autoridades chinesas e taiwanesas, representam potencialmente bilhões de dólares e marcam uma significativa melhora nas relações entre os dois vizinhos rivais.
O chefe dos negociadores chineses, Chen Yunlin, e seu colega Chiang Pin-kung se reuniram no Grand Hotel de Taipé para falar especialmente de transportes e segurança alimentar.
A viagem de Chen Yunlin, principal negociador chinês encarregado das relações com Taiwan, que começou na segunda-feira, é a primeira de uma autoridade chinesa de tão alto nível desde o final da guerra entre comunistas e nacionalistas chineses há quase 60 anos.
As duas partes concordaram em estabelecer relações marítimas diretas de mercadorias e serviços postais, aumentar e facilitar os vôos de passageiros e discutir sobre a segurança alimentar após vários escândalos relacionados a produtos chineses contaminados.
O turismo e a política restritiva de vistos praticada por Pequim também foram temas da agenda de discussões.
Altamente simbólica, esta retomada do diálogo dará maior acesso aos turistas chineses na ilha, graças ao aumento dos vôos diretos, para 108 viagens por semana, com 21 destinos adicionais na China.
Chen e Chiang também falaram sobre questões ligadas à crise financeira mundial atual e concordaram em se reunir novamente no primeiro semestre do ano que vem em Pequim.
A viagem de Chen foi marcada por medidas reforçadas de segurança, com a mobilização de 7.000 policiais, porque os partidários da independência de Taiwan convocaram manifestações contra sua visita.
A China é o maior importador de produtos taiwaneses: no primeiro semestre deste ano, recebeu 28% das exportações taiwanesas, em alta de 27,4% desde o final de 2007.
Separada de fato da China desde 1949, a ilha de Taiwan é considerada por Pequim uma de suas províncias. |
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VALE recua de pedido de aumento de preço para minério de ferro 
Segunda, 03 de Novembro de 2008
Fonte: Reuters |
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XANGAI (Reuters) - A Vale voltou atrás em sua demanda por um aumento de 12 por cento nos preços para o minério de ferro este ano e concordou em pagar o frete para alguns de seus clientes chineses, disseram nesta segunda-feira duas fontes.
A companhia retirou o pedido "silenciosamente" após grandes siderúrgicas chinesas anunciarem cortes na produção para enfrentar uma queda no mercado de aço na China, afirmaram as fontes.
"A Vale acertou com uma série de siderúrgicas pagar o frete do Brasil para a China", disse uma das fontes, acrescentando que o acordo "informal" não inclui um cronograma.
A Vale tinha pedido que seus clientes asiáticos pagassem de 12 a 13 por cento a mais pelo minério de ferro sob os contratos de 2008, de modo a adequar seus preços aos pagos por siderúrgicas européias.
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Enviado chinês chega a Taiwan para diálogo histórico
Segunda, 03 de Novembro de 2008
Fonte: G1 |
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TAIPÉ, 3 Nov 2008 (AFP) - Um negociador chinês de alto nível, Chen Yunlin, chegou nesta segunda-feira a Taiwan para um diálogo histórico bilateral, em uma nova mostra do melhor relacionamento entre os dois rivais.
Chen, chefe da Asociação para a Relações Através do Estreito de Taiwan (ARATS), é a maior autoridade chinesa a visitar a ilha em mais de seis décadas e deve se encontrar com o presidente taiwanês, Ma Ying-jeou.
O chinês chegou acompanhado por uma delegação de mais de 60 funcionários e empresários, com o objetivo de manter discussões sobre temas econômicos, em particular o desenvolvimento do turismo.
O clima entre Taiwan e China melhorou desde a chegada ao poder, em maio, do presidente Ma Ying-jeou, quien se comprometeu a melhorar as relações com Pequim. |
''Empresário brasileiro desconhece a China''
Segunda, 03 de Novembro de 2008
Fonte: Estadao |
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A imposição de barreiras não é o caminho para defender a indústria brasileira da concorrência chinesa. Os fabricantes nacionais têm de se modernizar e, eventualmente, abandonar os setores nos quais o país asiático é muito competitivo, afirma o novo embaixador do Brasil em Pequim, Clodoaldo Hugueney, de 65 anos.
Na primeira entrevista desde que assumiu o cargo, há um mês, o diplomata reconhece que falta agressividade na promoção comercial de produtos brasileiros na China, onde há um enorme mercado a ser explorado. Segundo ele, o desconhecimento leva muitos empresários brasileiros a concluírem, de maneira equivocada, que o país asiático só importa bens primários. "Na verdade, o que a China menos importa é matéria-prima. A maior parte das importações chinesas é de bens manufaturados. Do Brasil, não, mas da Ásia, da Europa, dos Estados Unidos", disse Hugueney ao Estado.
Ex-embaixador do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) e com uma carreira de 45 anos no Itamaraty, o diplomata assumiu uma embaixada desfalcada e conta com apenas cinco diplomatas para cuidar da relação com o que hoje é o segundo maior parceiro comercial do Brasil. Apesar disso, se declara otimista e espera em breve recompor a lotação completa, de dez diplomatas, o que deixará a representação do Brasil na China de um tamanho comparável ao da Embaixada da Venezuela. A seguir, os principais trechos da entrevista.
Qual é hoje a importância da China para a política externa brasileira?
A China hoje é uma potência global do ponto de vista econômico e tem uma influência crescente. A manutenção do crescimento na China é fundamental para preservar o crescimento no mundo porque as grandes economias desenvolvidas não vão crescer. Isso tem uma importância extraordinária para o Brasil, pela exportação do Brasil de produtos básicos, como minério de ferro, cujos preços vêm caindo. O que sustentará o mercado nos próximos anos é a demanda chinesa.
A importância da China se reflete na representação diplomática do Brasil em Pequim?
Nós temos com a China uma relação de grande importância. O presidente Lula esteve aqui várias vezes, e não só em Pequim, mas em outras cidades, temos contatos no mais alto nível. A China é o segundo maior parceiro comercial do Brasil. Mas há ainda um desconhecimento muito grande, tanto do Brasil na China como da China no Brasil, e a embaixada tem dimensões reduzidas no contexto do novo papel da China no mundo.
Quantas pessoas a embaixada tem hoje? Seu tamanho é comparável à de que outro país?
A embaixada hoje sou eu, o ministro-conselheiro e quatro diplomatas. O número de funcionários é um pouco inferior a 40. É comparável a de um país latino-americano pequeno ou médio. É um pouco menor que a Embaixada de Portugal aqui, entre os países europeus. Os países asiáticos têm representações muito maiores em Pequim. A Embaixada da Índia tem 20 diplomatas. A embaixada dos Estados Unidos tem 1.500 funcionários e a do Canadá, 320.
Quando se olha 2004, o ano da visita do presidente Lula à China e do presidente Hu Jintao ao Brasil, a impressão que se tem é que a importância que o Brasil dava à China era maior que dá hoje. O que aconteceu?
Não acho que isso corresponda à realidade. O Brasil dá uma grande importância à China. Mas há uma distância geográfica muito grande, a China tem uma prioridade para seu entorno regional e para seu relacionamento com os Estados Unidos. No ano que vem o presidente Lula vai visitar a China, haverá reunião da Cosban no Brasil e o primeiro-ministro, Wen Jiabao, deverá ir à América Latina, incluindo o Brasil. Também teremos a visita do ministro Celso Amorim à China e a do chanceler chinês ao Brasil. Mas falta um programa de médio e longo prazos e o desenvolvimento de alguns novos projetos. Biocombustíveis é uma área em que o Brasil tem liderança mundial e na qual a China tem interesse. Nós poderemos desenvolver um diálogo sobre energia, meio ambiente e biocombustíveis. O Brasil também tem uma liderança mundial em matéria agrícola e um diálogo pode ser extremamente interessante.
Dá para fazer tudo isso com uma embaixada que tem apenas o senhor e mais cinco diplomatas?
Espero que a embaixada possa paulatinamente voltar a ter sua lotação completa, que é o embaixador e mais 10 diplomatas. Isso seria mais ou menos a lotação da Embaixada da Venezuela em Pequim. Além disso, é necessário modernizar alguns setores. Há uma demanda crescente por vistos e a área consular não tem condições de atender. O prazo de concessão de vistos é de 30 dias úteis, o que é muito extenso. Com a atual lotação da embaixada, não posso acompanhar a amplitude de temas da China. Mas espero expandir um pouco, o que vai permitir à embaixada ter uma atuação maior. Há uma questão conjuntural. A nossa carreira tem esses fluxos. Muita gente foi removida daqui porque completou os três anos e teve a saída do embaixador Castro Neves, que fez um excelente trabalho aqui e dinamizou muito as relações entre Brasil e China. Agora eu estou chegando e a minha expectativa é que proximamente eu possa trazer diplomatas, funcionários e recompor a lotação. A Apex também está se estabelecendo aqui e muita coisa vai poder ser feita por eles.
O setor privado afirma que o Brasil não faz promoção comercial aqui. A frase mais ouvida é "não é o Brasil que vende para a China, é a China que compra do Brasil", porque exportamos principalmente produtos básicos que a China precisa muito, como minério de ferro, soja e petróleo. Não falta agressividade na busca de mercados para produtos brasileiros na China?
Eu acho que falta. A China é um mercado gigantesco e esse tipo de atividade demanda uma estrutura muito grande. A embaixada do Canadá tem quatro ou cinco representações comerciais em outras províncias chinesas e estão abrindo mais seis. A embaixada brasileira tem um diplomata que se ocupa da parte de promoção comercial, além de dois funcionários chineses. Fazer uma atividade de promoção comercial na China é impossível. Com a abertura do escritório da Apex essa parte vai melhorar. A outra dimensão importante é melhorar o conhecimento e a imagem do Brasil na China. A nossa imagem está muito associada a samba e futebol. Não há nenhuma imagem do Brasil como uma economia desenvolvida e com um setor industrial moderno. As pessoas desconhecem até o fato de o Brasil ser um grande produtor e exportador de aviões, embora a Embraer tenha uma joint venture aqui. Para fazer projeto de imagem em um país da dimensão da China, os recursos requeridos são enormes. O conhecimento sobre China no Brasil também é muito limitado. O desconhecimento da parte do empresariado brasileiro sobre a China e sobre como negociar com a China leva a perda de oportunidades, desentendimentos, frustrações e a conclusões como "a China é meio exótica e só importa matérias-primas". Isso é um absurdo. A China é um gigantesco importador de produtos manufaturados. Na verdade, o que a China menos importa é matéria-prima. A maior parte das importações chinesas é de bens manufaturados. Do Brasil, não, mas da Ásia, da Europa, dos Estados Unidos.
Quais são as principais pendências da relação bilateral? Como está a negociação para a abertura do mercado de carnes?
A abertura do mercado de carnes tem sido difícil para o Brasil em todo o mundo. Acho que falta aqui na China um investimento mais consistente da indústria brasileira e continuidade das iniciativas. O Brasil seguramente vai se tornar um exportador importante para a China dos três tipos de carne, de frango, bovina e suína. Mas isso implica também abrir o mercado brasileiro para os produtos chineses, respeitadas as nossas regulamentações fitossanitárias. Há pendências na área industrial, basicamente nas indústrias tradicionais nas quais os chineses são muito competitivos: calçados de baixo custo, têxteis, armações de óculos e brinquedos. Se adotarmos uma estratégia só de defesa e de criação de barreira, vai gerar irritação e não resolver o problema. Mas é necessário atender a certas dificuldades conjunturais da indústria brasileira e não acho que seja interesse dos chineses ter superávit com o Brasil. Pelo contrário. Em encontro com o ministro Celso Amorim, em Genebra, o ministro do Comércio da China declarou textualmente que não é política da China ter superávit com países em desenvolvimento porque eles já têm um superávit muito grande. Há espaço para buscar soluções de curto prazo, compatíveis com as obrigações internacionais do Brasil e de maneira que os chineses não considerem que estamos fazendo com a China o que não fazemos com outros países.
Qual saída é não-defensiva e atende a indústria brasileira ao mesmo tempo?
Acho que vamos ter que ter alguma defesa, mas criar barreiras não é a resposta. A resposta está na modernização da nossa indústria, na busca de associações com os chineses, investimentos recíprocos, desenvolvimento de novas linhas de produção, extensão de créditos à indústria brasileira para ela se modernizar. E sair também de alguns setores nos quais não temos mesmo condição de competir, nos quais a produtividade chinesa é espantosa. No caso de brinquedos, todas as grandes empresas do mundo transferiram suas linhas de produção para a China e mantiveram nos países de origem a concepção, a marca, o design e as redes de distribuição. Tem que haver um programa de médio prazo para mudar o perfil produtivo, modernizar certos segmentos e abandonar outros. Mas esses são problemas que atingem uma pequena parte do intercâmbio comercial entre o Brasil e a China, porque a maior parte não é aí. O que o Brasil importa da China hoje é componente eletrônico, bem de capital, insumos industriais, produtos cada vez mais sofisticados.
Qual o impacto da crise global na China e o efeito sobre as exportações brasileiras?
A China é um dos países que têm melhores condições de resistir à crise e manter uma alta taxa de crescimento, pois não depende de poupança externa. A poupança interna chinesa é gigantesca e a capacidade de investimento chinesa é gigantesca. A China não tem problema fiscal, acabou de aprovar um plano ferroviário de US$ 300 bilhões, para construir 20 e tantos mil quilômetros de ferrovias nos próximos anos. Mas, como as próprias autoridades chinesas vêm dizendo, a China vai ser e já vem sendo afetada pela redução das exportações. Vai haver impacto no preço das commodities e esse impacto vai se estender ao Brasil. Os preços altos que nós tivemos no período recente vão ceder um pouco. Por outro lado, a crise abre perspectivas, principalmente de investimentos. A China terá reservas de US$ 2 trilhões até o fim do ano. As oportunidades de investimentos nos países centrais vão se reduzir, enquanto na África, na América Latina e no resto da Ásia vão continuar importantes. É o momento de procurar atrair capitais chineses para o Brasil, desenvolver projetos conjuntos e ter participação chinesa na área de infra-estrutura.
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China incentiva consumo doméstico para evitar crise

Sábado, 01 de Novembro de 2008
Fonte: G1 |
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A Assembléia Legislativa aprovou nesta terça-feira o Projeto de Decreto Legislativo, número 33/2008, que autoriza a governadora Ana Júlia Carepa a viajar para a China. A viagem acontece entre os dias 5 e 14 de novembro, segundo agenda preliminar do governo."A mensagem do governo foi entregue ao presidente da Mesa Diretora da Assembléia, deputado Domingos Juvenil, na última sexta-feira, e foi encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça e depois ao Plenário". A informação é do líder do Governo, Airton Faleiro.
A mensagem tramitou em regime de urgência e é de praxe que viagens do chefe do Executivo sejam votadas por consenso."Solicitações como essa são votadas assim, principalmente pelo que a viagem representa para as relações do Pará com a China, com reflexos na economia de ambos os governos" disse o líder.
Ainda segundo Faleiro, o governo do Estado convidou Domingos Juvenil e o deputado Martinho Carmona para fazerem parte da comitiva. |
China deve revelar pedido grande de jato local, diz executivo

Sexta, 31 de Outubro de 2008
Fonte: Reuters |
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Pequim, 1 nov (EFE).- O presidente da China, Hu Jintao, incentivou um maior consumo doméstico para manter o crescimento econômico e a estabilidade diante da crise financeira mundial, informou hoje o jornal oficial "China Daily".
Durante uma visita à localidade de Yulin, na província de Shaanxi, Hu acrescentou que o desenvolvimento econômico da China continua no caminho certo, apesar da crise financeira global e do retrocesso da economia.
O Governo deveria realizar maiores esforços para incentivar o consumo doméstico, sustentou Hu.
O presidente da China defendeu ainda a criação de melhores métodos de crescimento econômico e uma maior política de abertura e reforma.
Além disso, prometeu a camponeses locais que o Governo aumentará gradualmente suas subvenções e elevará o preço mínimo dos cultivos, já que o campo no país já foi afetado pela crise financeira mundial, reduzindo o preço da venda de seus produtos. |
Investimento directo na China aumenta 44,5 por cento

Terça, 12 de Agosto de 2008
Fonte: Público |
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O investimento directo estrangeiro (IDE) no mercado chinês aumentou 44,5 por cento entre Janeiro e Julho deste ano para os 60,72 mil milhões de dólares (cerca de 40,8 mil milhões de euros).
Os dados foram avançados no site oficial do Ministério do Comércio chinês, que revelou ainda que, em Julho, o capital aplicado no país por investidores estrangeiros cresceu 45,6 por cento, o que corresponde a um total de 8,3 mil milhões de dólares (5,6 mil milhões de euros, ao câmbio actual).
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Inflação ao consumidor chinês é a menor em 10 meses 
Terça, 12 de Agosto de 2008
Fonte: Reuters |
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A inflação ao consumidor da China desacelerou em julho para o menor nível em 10 meses, atingindo 6,3 por cento na leitura anual, ante 7,1% em junho, informou o governo nesta terça-feira.
O número marcou o terceiro arrefecimento consecutivo da inflação, que em fevereiro atingiu o recorde de 8,7%.
Economistas consultados pela Reuters previam para julho uma alta de 6,5%.
Os preços de alimentos subiram 14,4% em julho sobre igual mês de 2007, ante avanço de 17,3% em junho.
Os custos de carnes e frangos saltaram 16% em julho, enquanto os de carnes suínas avançaram 12,1%.
Nos primeiros sete meses do ano, a inflação acumulou uma taxa de 7,7%.
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China pode destronar EUA na produção industrial já em 2009 
Segunda, 11 de Agosto de 2008
Fonte: InvestNews |
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A China está prestes a destronar os EUA como líder mundial da indústria transformadora, avança o jornal Financial Times estimando que a troca de posições acontecerá já em 2009, quatro anos mais cedo do que o previsto, e por culpa do abrandamento económico na economia americana.
O jornal cita um estudo da Global Insight, um think tank norte-americanos, segundo o qual a produção manufactureira da China atingirá um valor estimado de 11,78 biliões de dólares (cerca de 8 biliões de euros), cerca de 17% do VAB global do sector, contra 16% por parte dos EUA.
Este cenário previsto pelos analistas da reputada consultora de análise e estudos económicos inverte as posições do ano passado: os EUA pesavam cerca de um quinto do total mundial, enquanto a República Popular da China representava 13% do total, com o segundo valor mais alto em termos do valor acrescentado bruto (VAB).
Em 1990, refere a mesma fonte, a China pesava apenas 3% do VAB global da indústria transformadora. Por sua vez, a indústria manufactureira contribui com apenas 17,5% do PIB global.
Mas, apesar da sua importância decrescente em deterimento dos serviços, muitas outras actividades do secundário e terciário dependem do otput da indústria.
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Exportações de aço da China crescem 38% em julho 
Segunda, 11 de Agosto de 2008
Fonte: InvestNews |
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As exportações chinesas de aço avançaram 38% em julho, para o recorde de 7,21 milhões de toneladas métricas, em comparação ao mês anterior, segundo informações divulgadas pelo escritório alfandegário da China, o que gerou expectativas acerca de um aumento nos impostos incidentes sobre os embarques.
O gigante asiático tem tomado medidas para desacelerar o superávit comercial no setor, como a diminuição de descontos, por exemplo. Porém, a alta nos custos com as matérias-primas torna mais incisiva a necessidade das siderúrgicas chinesas por demanda e preços competitivos.
As exportações de aço da China recuaram 14% nos sete primeiros meses de 2008, para 39,7 milhões de toneladas métricas, em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo o escritório alfandegário. O país tem uma meta de redução de 25% das exportações estabelecida para este ano.
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Bolsas asiáticas iniciam semana em alta; HK cai 0,1% 
Segunda, 11 de Agosto de 2008
Fonte: Agência Estado |
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Os mercados da Ásia fecharam no campo positivo. A alta em Wall Street, a valorização do dólar sobre as principais moedas internacionais e a baixa dos preços do petróleo influíram decisivamente sobre as bolsas regionais. A exceção foi a Bolsa de Hong Kong, onde os mais recentes dados sobre a economia da China trouxeram preocupações sobre a adoção de novas medidas de aperto macroeconômico por parte de Pequim. Isso levou o mercado de HK a fechar em ligeira queda, apagando os ganhos de 350 pontos obtidos na sessão da manhã. O índice Hang Seng perdeu 25,87 pontos, ou 0,1%, e terminou aos 21.859,34 pontos.
A Bolsa de Taipé, em Taiwan, teve a alta liderada pelos ganhos nos setores de turismo (+3,3%) e de tecnologia (+2,1%). O índice Taiwan Weighted subiu 1,6% e encerrou aos 7.325,62 pontos, a maior pontuação final desde 25 de julho. No mercado da Coréia do Sul, a valorização do dólar em relação ao coreano won estimulou as ações das empresas de tecnologia e de fabricantes de veículos. O índice Kospi da Bolsa de Seul subiu 0,8% e fechou aos 1.581,09 pontos. O mercado filipino encerrou no maior nível em mais de dois meses, por conta do rali nas Bolsas dos EUA e da queda do petróleo. O índice PSE Composto, da Bolsa de Manila, subiu 2,8% e fechou aos 2.768,52 pontos, a melhor pontuação desde 4 de junho. Os fortes ganhos em papéis dos setores financeiro, industrial, de consumo e de produtos de saúde ofuscaram as quedas nos segmentos de recursos naturais e de energia, o que fez a Bolsa de Sydney, na Austrália, apresentar moderada alta. O índice S&P/ASX 200 ganhou 0,8% e encerrou aos 5.026,1 pontos. BHP caiu 1,8%, Rio Tinto perdeu 3,7%.
A Bolsa de Cingapura teve ligeira alta, uma vez que a queda nos preços do petróleo elevou o interesse por ações de companhias de transporte marítimo de contêineres e aéreas. O índice Strait Times subiu 0,6% e fechou aos 2.825,39 pontos. O mercado indonésio teve forte queda por conta de uma massiva venda de ações relacionadas a commodities por fundos estrangeiros. O índice composto da Bolsa de Jacarta caiu 2,8% e fechou aos 2.133,92 pontos. O mercado tailandês encerrou em alta por conta de expectativas de que a crise política do país deverá ficar ao menos temporariamente neutralizada depois que o expulso premier Thaksin Shinawatra escapou e refugiou-se na Grã-Bretanha. O índice SET da Bolsa de Bangcoc subiu 1,8% e fechou aos 702,93 pontos. Na Malásia, o mercado fechou em ligeira alta, mas realizações de lucros limitaram os ganhos, auferidos por conta do desempenho positivo em Wall Street sexta-feira e o declínio nos preços do petróleo cru. O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur subiu 0,6% e fechou aos 1.127,46 pontos.
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China e Japão planificam reserva comum de petróleo 
Segunda, 11 de Agosto de 2008
Fonte: Jornal de Angola |
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A Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), Coreia do Sul, China e Japão concordaram em colaborar para dispor de uma reserva conjunta de petróleo no caso de escassez e, assim, reduzir o impacto da alta do seu preço.
O acordo foi adoptado pelos 13 ministros de Energia no término da reunião anual que mantiveram em Bangcoc, a capital tailandesa, quando as economias da região se ressentem por causa da alta do preço dos combustíveis.
A ministra de Energia tailandesa e anfitriã da reunião, Poonpirom Liptapanlop, disse que uma comissão de trabalho, assistida pela companhia Japan Oil, terá em Novembro, em Manila, a capital das Filipinas, um primeiro encontro para traçar o plano de criação dessa reserva.
As Filipinas propuseram ao resto dos países do grupo abrigar o centro regional de armazenamento de reservas de petróleo.
No comunicado conjunto, o grupo de nações asiáticas destacou a necessidade de recorrer a energias alternativas, incluindo a nuclear, por proposta da Coreia do Sul.
A ASEAN é formada por Brunei, Mianmar, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã.
No último fim-de-semana, os preços do petróleo fecharam em forte queda de quase cinco dólares, com o dólar a saltar em meio a preocupações sobre a desaceleração das economias europeias e asiáticas, alimentando temores sobre uma redução de demanda.
Precupações económicas ofuscaram as notícias que tendiam a impulsionar os preços, como os combates na Geórgia, uma região chave de transmissão de energia, e a interrupção de um grande oleoduto na Turquia, disseram analistas.
"Parece que nós temos diversas vendas por causa do dólar mais forte", afirmou Peter Beutel, presidente da Cameron Hanover.
"A destruição da demanda energética e a recuperação do dólar formaram recentemente uma aliança silenciosa para derrubar o mercado do petróleo. O mais forte dos dois foi o dólar."
Na Nymex, o contrato Setembro fechou em queda de 4,82 dólares, ou 4,02%, a 115,20 por barril, após ser negociado entre 114,90 e 120,08 dólares por barril. O fecho foi o menor desde o dia 1º de Maio e a mínima do dia desde 2 de Maio.
Na mínima do dia, os preços caíram 32,37 dólares, ou 22% desde o recorde de 147,27 dólares atingido em 11 de Julho. Em Londres, o contrato Setembro do petróleo tipo Brent caiu 4,53, dólares ou 3,84%, a 113,33 dólares por barril, sendo negociado a 112,80 e 118,10 dólares. O dólar saltou frente ao euro na sexta-feira e estava a caminhar para a maior alta diária em cinco anos com preocupações sobre a desaceleração económica na zona do euro e ao redor do mundo.
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CDL de Concórdia programa missão à China 
Quarta, 06 de Agosto de 2008
Fonte: Rádio Rural AM |
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A Câmara de Dirigentes Lojistas de Concórdia (CDL) está programando uma missão empresarial para a China em outubro. O objetivo é ter uma visão de como é o comércio numa das maiores potências do mundo.
O presidente da CDL de Concórdia, Vilson Rosa, explica que a programação está sendo coordenada pela Confederação Nacional do Comércio Lojista (CNDL). A intenção é levar 15 empresários de Concórdia. Até agora, oito confirmaram presença. Os interessados deverão manter contato coma CDL para se inscrever.
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Vendas da Audi crescem 2,5% em julho 
Quarta, 06 de Agosto de 2008
Fonte: EFE |
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As vendas da fabricante alemã de veículos de luxo Audi subiram em julho para 83.200 automóveis, 2,5% a mais do que no mesmo mês do ano anterior.
O diretor de Vendas da Audi, Peter Schwarzenbauer, disse hoje que "a Ásia e a Europa do Leste impulsionam o crescimento" da empresa.
"Por isso vamos criar em Taiwan uma empresa de distribuição própria, como já fizemos em Canadá, Austrália e Coréia", afirmou.
A empresa melhorou em julho suas entregas na região da Ásia e do Pacífico em 7,6%, para 12.037 pontos.
As vendas na China, por sua parte, subiram 7,1%, para 9.403 veículos.
No Leste Europeu, as vendas da Audi cresceram 10,6%, para 3.466 unidades, em comparação com os números do mesmo mês do ano passado.
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É mais difícil controlar a inflação do que a Internet na China 
Quarta, 06 de Agosto de 2008
Fonte: Bloomberg |
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Subitamente, a nova China parece-se muito com a velha China. O sinal mais óbvio é a campanha repressiva iniciada com a aproximação da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos, prevista para 8 de Agosto.
Pensava-se que os Jogos Olímpicos de Pequim mostrassem a nova China, mas o Comité Olímpico Internacional depara-se com o facto de ter que pressionar as autoridades para que permitam aos jornalistas consultarem páginas de Internet previamente proibidas na capital do país.
A prova mais importante de que a China não está a evoluir como se esperava tem a ver com a política económica. O yuan registou na semana passada a maior queda semanal desde que a China deixou a paridade fixa da sua moeda com o dólar em 2005. No dia 25 de Julho, o “Bureau” Político, órgão supremo do Partido Comunista Chinês, deixou poucas dúvidas de que a apreciação da moeda – verificada nos últimos anos – terminou por agora. O referido órgão referiu que a China vai centrar-se num crescimento “constante”, depois de a economia se ter expandido ao ritmo mais lento desde 2005 no segundo trimestre.
Os motivos políticos para tal mudança são muito claros. As razões económicas são menos persuasivas. Uma das razões é o facto de a China querer reduzir os fluxos de dinheiro especulativo. A apreciação do yuan pode atrair fluxos de capital que aumentam a massa monetária. Isso aumentou os riscos na segunda maior economia da Ásia. Se a China espera controlar tudo isto, terá que alinhar a sua política monetária com a política de taxas cambiais. Isso significa taxas de juro nacionais mais baixas, o que poderá provocar novos problemas.
Brad Setser faz parte do grupo de economistas que preferia que o yaun fortalecesse um pouco mais. Isso evitaria que a China importasse inflação e aumentasse o poder de compra internacional de muitos dos 1.300 milhões de habitantes do país.
A JPMorgan Chase está a aconselhar os investidores a cancelarem as apostas de que o o yuan valorizará nos próximos três meses.
A China parece concordar com o presidente da Fed, Ben Bernanke, cuja política atribui mais importância ao risco de uma recessão do que de inflação.
A China poderá descobrir que controlar a Internet é mais fácil do que atenuar as pressões sobre os preços. As autoridades de Pequim têm executivos submissos na Google e Yahoo, que as ajudam a censurar o ciberespaço. Contudo, com as ferramentas convencionais da política monetária, controlar a inflação é uma tarefa complexa.
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Tradutores avisam: na China, nada de beijos e abraços 
Quarta, 06 de Agosto de 2008
Fonte: Reuters |
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Se você gosta de sair por aí distribuindo abraços, vá com calma na China.
Sempre use as duas mãos para dar ou receber cartões pessoais. E também evite ficar beijando amigos na bochecha.
Demonstrações públicas de carinho não são uma boa idéia entre os chineses", disse Jiri Stejskal, presidente da Associação de Tradutores Norte-Americanos, para quem bons intérpretes merecem ganhar seu peso em ouro olímpico quando "andam sobre o arame" na China, por conta da linguística.
Costumes culturais diferentes podem ser verdadeiro terreno minado e Stejskal dá seu conselho aos visitantes olímpicos: "Não toque as pessoas se você possivelmente pode evitar. Espere pelos chineses estenderem a mão."
Tradutores e intérpretes podem perfeitamente servir como um guia, cruzando a ponte da falta de entendimento social ao quebrar barreiras linguísticas que tanta confusão podem causar.
Negócios estão se avolumando, subindo mais de 15 por cento ao ano no caso dessa indústria de tradução de US$ 11 bilhões.
Stejskal, cuja associação conta com quase 10,000 membros em mais de 80 países, disse à Reuters: "O intérprete perfeito é invisível. Se tudo vai bem, você não sabe que a gente está lá."
Ele está na China com 1.400 outros tradutores e intérpretes de todo o globo, para um encontro da Federação Internacional de Tradutores, em Xangai.
Você devia ouvir a conversa no jantar. Soa como a Torre de Babel.
"São mais de 70 línguas", Stejskal disse à Reuters por telefone -- uma entrevista em inglês.
Stejskal certamente faz o que prega. "Sou nascido em Praga e falo checo, russo, alemão e inglês. Ainda posso ler em francês e em algumas outras poucas línguas."
Brigando contra as barreiras da língua quando mudou para os Estados Unidos há mais de 20 anos, ele diz que a batalha ainda está longe de ser vencida no país: "Apenas oito por cento dos estudantes de faculdade estudam uma língua estrangeira. É abissal."
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Google dá música na China 
Quarta, 06 de Agosto de 2008
Fonte: Reuters |
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A Google lançou um serviço de downloads gratuitos de música na China para dar receitas aos artistas e tentar ganhar mercado ao Baidu.com.
A Google alega que o seu serviço vai disponibilizar dezenas de milhares de músicas para pesquisa e que os utilizadores vão poder descarregar a partir do Top100.cn, um site de música fundado pelo basquetebolista Yao Ming.
A Federação Internacional da Indústria Fonográfica estima que 99% de todos os ficheiros de música que circulam na China são pirateadas, noticia a Reuters.
O interesse da Google, além de ajudar os artistas que são prejudicados por esta situação, pode também passar por conquistar uma fatia de mercado ao Baidu, o motor de busca dominante na China.
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