O povo
Foi durante a dinastia Han, que sucedeu a dinastia Qin há 2.200 anos, que os chineses abriram a Rota da Seda. Partindo de Xi'an e atravessando a Ásia central, essa rota terrestre chegava ao Mediterrâneo para vender as sedas e outras especiarias. Durante a dinastia Tang, entre os anos 618 e 907 de nossa Era, a China conheceu um auge de prosperidade agrícola, artesanal e comercial. Mais adiante, sob o domínio mongol da dinastia Yuan (1271 a 1368), essas relações externas do império chinês ampliaram-se, tendo por base seus avanços na fabricação do papel, da imprensa, da bússola e da pólvora.
Mas foi durante a dinastia Ming (1368 a 1644) que apareceu na China os primeiros sinais do modo capitalista de produzir, diferente do feudal. A dinastia Ming não suportou, porém, o assédio dos manchus, que estabeleceram seu próprio domínio dinástico (Qing) sobre a China entre 1644 e 1911. Embora a dinastia Qing também tenha experimentado um certo período de prosperidade, ela não permitiu a criação de uma forte burguesia comercial, capaz de aproveitar-se de todos os avanços produtivos e lançar-se na ampliação da Rota Marítima da Seda. Fechou-se em seu autarquismo e foi incapaz de suportar a expansão colonial das novas potências industriais e marítimas europeias.
Os chineses fizeram contribuições independentes em diversos campos das ciências e da tecnologia. Isso ocorreu principalmente na astronomia, com o mapeamento das estrelas e a construção de instrumentos de observação e medição do cosmos, na matemática, com o cálculo do valor de Pi e na construção náutica e na navegação, com a invenção das velas náuticas tríplices, que lhes permitiam velejar contra o vento, do leme náutico articulado, que lhes permitia manobras mais seguras, e da bússola. Os chineses também inventaram os tipos móveis para impressão e os foguetes.




